quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Mulher

Com licença poética
Quando nasci um anjo esbelto, desses que tocam trombeta, anunciuo:- Vai carregar bandeira. Cargo muito pesado pra mulher. Essa espécie ainda envergonhada.Aceito os subterfúgios que me cabem, sem precisar mentir. Não sou tão feia que não possa casar, acho o Rio de Janeiro uma beleza e ora sim, ora não, creio em parto sem dor. Mas o que sinto escrevo. Cumpro a sina. Inauguro linhagens, fundo reinos (dor não é amargura. Minha tristeza não tem pedigree, já a minha vontade de alegria, sua raiz vai ao meu mil avô. Vai ser coxo na vida é maldição pra homem. Mulher é desdobrável. Eu sou.
Adélia Prado

ZIMMER






“Se não morre aquele que escreve um livro ou planta uma árvore, como mais razão, não morre o educador, que semeia vida e escreve na alma.”
Jean Peaget




Professor





“Se não morre aquele que escreve um livro ou planta uma árvore, como mais razão, não morre o educador, que semeia vida e escreve na alma.”
Jean Peaget